Brasil Mais Produtivo é tema de seminário na CEPAL sobre inclusão financeira

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Brasil Mais Produtivo é tema de seminário na CEPAL sobre inclusão financeira

Em Santiago do Chile, secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet, explicou funcionamento do programa

Brasília (17 de outubro) – O secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Igor Calvet, participou na tarde desta terça-feira, a convite da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), do Seminário Regional de Inclusão Financeira, em Santiago do Chile. Durante o encontro, Calvet apresentou as iniciativas do governo brasileiro para a expansão das políticas públicas de inclusão financeira.

Entre as iniciativas voltadas ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas, o secretário citou o Simples Nacional. “Temos um modelo tributário bastante complexo no Brasil e uma das formas de ajudar os microempreendedores foi simplificar o sistema. Com o Simples Nacional, paga-se no máximo três tributos, o que viabiliza o funcionamento das pequenas empresas no país”, explicou.

Em sua fala, o secretário destacou ainda o Programa Brasil Mais Produtivo (B+P), coordenado pelo MDIC, que visa aumentar a produtividade de empresas com 10 a 200 funcionários. O B+P atua com intervenções rápidas, de baixo custo, com o objetivo de obter ganhos expressivos de produtividade. “O B+P já atendeu a três mil empresas e há um esforço por parte do governo de ter indicadores claros, de monitoramento da produtividade”, disse Calvet.

Recentemente, o programa foi apresentado na reunião de ministros da Indústria do Mercosul, em Mendonza. ”Oportunidade em que foi muito bem recebido”, lembrou Calvet. Para 2018, o secretário frisou que o MDIC pretende expandir os atendimentos para 15 mil empresas.

Crédito

O secretário destacou em sua apresentação três pilares para o desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas (MPEs): a simplificação de modelo tributário, o acesso ao crédito e o fomento às atividades de gestão. A respeito do crédito, Calvet argumentou que das 4 milhões de MPEs brasileiras, 83% não têm acesso ao sistema financeiro. “É preciso que os bancos de desenvolvimento vejam as MPEs como uma estratégia de negócio mais importante. Para isso, é preciso também encontrar uma forma de ajustamento dos modelos de negócio  às condições de crédito”, explicou.

O financiamento e a garantia às exportações de micro e pequenas empresas também foram destaque na apresentação do secretário. Ele citou o Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), que tem a função de viabilizar financiamento em condições equivalentes às praticadas no mercado internacional. Calvet mencionou ainda o Seguro de Crédito às Exportações (SCE) ao amparo do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

Aos participantes do seminário, Calvet afirmou que o Brasil já soma sete milhões de microempreendedores individuais e quatro milhões de Micro e Pequenas Empresas. “Esses empresários também contam com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que nesse ano lançou um novo canal online para o acesso de linhas de crédito. Nosso desafio é chegar à grande maioria do universo de micro e pequenas empresas que ainda não têm acesso ao sistema de financiamento”, concluiu.

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By | 1970-01-01T00:00:00+00:00 1 de janeiro de 1970|0 Comments

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