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“Argentina pode ser a porta de entrada das startups brasileiras na América Latina”, diz diretor de ONG argentina de empreendedorismo

Leo Davies da Emprear, organização argentina de apoio ao empreendedorismo, apresentou seminário na semana de internacionalização de startups em Buenos Aires

Buenos Aires (9 de outubro) – A Argentina pode ser a porta de entrada para empresas que querem operar na América Latina. A avaliação é do diretor da ONG argentina de apoio ao empreendedorismo Emprear, Leo Davies. Ele participou, nesta segunda-feira, de um seminário da semana de internacionalização de startups em Buenos Aires promovido pelo MDIC, Apex-Brasil e Sebrae, com apoio da Anprotec e da ABStartups.

Davies explicou aos representantes das 13 startups que integram a missão que, por se tratar de um país organizado em pequenas províncias, a Argentina é um mercado estratégico para quem quer atuar no continente latino-americano. “Nosso país pode ser o primeiro destino, antes de mercados mais complexos como México, Colômbia e Peru”, explicou.

Ele também apontou duas outras oportunidades para startups que desejam se instalar no país: o capital humano, segundo ele, altamente qualificado e o ecossistema empreendedor. “Como temos cidades relativamente pequenas, as possibilidades de se diferenciar e empreender são muito maiores”, explicou.

Lei Pyme

De tarde também foi apresentado um panorama da Lei de Pymes, que trata das pequenas e médias empresas argentinas. A regra, que entrou em vigor em julho do ano passado, foi desenvolvida pelo governo em conjunto com o setor produtivo para reaquecer a economia e a geração de emprego nas empresas de pequeno porte.

Gustavo Perez, do Ministério da Produção da Argentina, explicou que a Lei de Pymes estabelece um novo marco tributário para as empresas, oferece um programa de recuperação produtiva para as instituições em crise e aprimora instrumentos financeiros da legislação argentina.

“Periodicamente revisamos nossa definição do que é uma micro ou pequena empresa, estabelecendo valores distintos de faturação dependendo do setor econômico em que estão inseridas. Uma pequena empresa agropecuária não fatura o mesmo tanto que uma pequena empresa do comércio”, explicou.

Também se apresentaram para os empreendedores brasileiro Juan Barrero, da consultoria de gestão de pequenas e médias empresas Barrero & Larroudé; Federico Storni, fundador da Quadminds, que oferece soluções tecnológicas para otimização de negócios; e Manuel Tanoira, do escritório de advocacia Tanoira Cassagne.

Agenda

Amanhã (10) as startups participarão do “Workshop do Plano de Expansão Internacional”, organizado em três módulos: Estratégia; Análise de Mercado; e Operação Internacional. Também haverá uma rodada de serviços com fornecedores. As empresas terão reuniões de 30 minutos com prestadores de serviço para levar perguntas objetivas e dúvidas pontuais sobre o mercado argentino. Ao final do dia, Jorge Fernando Baya, diretor da Hub Sur da TOTVS Internacional, e Santiago Baglietto, diretor da Wolox, darão um feedback do pitch realizado no domingo.

Confira aqui programação completa da missão de internacionalização de startups

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